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Vinho ajuda o homem a viver mais


O vinho tinto, teoricamente, pode anular os males da gordura saturada, segundo o paradoxo francês

Mais uma boa notícia para os amantes de um bom vinho. Uma pesquisa recente da Universidade Paris Ouest Nanterre La Défence e da Universidade Bordeaux Segalen, ambas da França, comprovou que a bebida tem relação com menores taxas de mortalidade em homens, além de outros benefícios à saúde. O estudo mostrou a associação entre consumo moderado e menor risco de mortalidade por doença cardiovascular e câncer. Cerca de 35 mil homens foram acompanhados por 28 anos. O resultado, em números, foi uma redução de 40% do risco de mortalidade por doenças cardiovasculares e 20% do risco de morte por câncer.


Um estudo publicado em 2012 por um grupo da Universidade do Texas demonstrou que tanto o alto consumo de vinho quanto os bebedores moderados de baixo consumo de vinho apresentaram riscos de mortalidade reduzidos em comparação com os abstêmios. Como conclusão os autores demonstram que o consumo moderado de vinho pode aumentar em 85% a chance de aumentar a longevidade em até 20 anos.

Ainda, em um artigo de revisão publicado por um pesquisador espanhol demonstra que ao analisar estudos epidemiológicos, estudos de caso-controle e meta-análises, o consumo de vinho e a chance de morrer por doenças cardiovasculares obedece uma curva em U, onde abstêmios e consumidores abusivos tem chance muito superior de morrer por causas cardiovasculares do que os consumidores moderados. Com base nessas análises, as reduções de eventos cardiovasculares e mortalidade estão associadas apenas ao consumo moderado, em comparação com a abstinência. Essa relação também foi relatada no século IV a.C., por Hipócrates, para enfatizar os efeitos nocivos do abuso de álcool no coração.


Maior efeito do resveratrol nos homens


O resveratrol é um ingrediente presente no vinho tinto que está relacionado à redução do risco de doenças cardíacas, bem como a várias outras doenças.


O resveratrol é uma das substâncias do vinho benéficas à saúde

O paradoxo francês


A comunidade científica ainda está dividida sobre o famoso paradoxo, onde, teoricamente, o vinho tinto reduziria os malefícios de uma dieta rica em gorduras saturadas e muita propensa às doenças do coração. A divulgação do “Paradoxo Francês” foi feita inicialmente nos Estados Unidos, no programa 60 minutes, da rede de TV CBS, em 1991, e causou uma grande repercussão, que dura até hoje. Na época, foram apresentados os resultados dos estudos do Dr. Serge Renaud e seu colega Dr. Lorgeril, que concluia: a ingestão leve e moderada de bebidas alcoólicas, sobretudo vinho, reduz o risco das doenças e da mortalidade cardiovascular de 40 a 60%.

Segundo outro especialista, o Dr. Will Clower, médico neurofisiologista, que o estudou o paradoxo durante sua estada de dois anos no Institute of Cognitive Science, em Lyon, na França. "Descobri que os franceses violam todas as regras alimentares que estipulamos para nós", afirma Clower. E, apesar de seus cremes, queijos, manteigas e pães, a taxa de obesidade na França é de apenas 11,3% da população, de acordo com pesquisa realizada em 2005 pela Internacional Obesity Task Force.


Texto revisado:

Dra. Caroline Dani

Biomédica e PhD em Biotecnologia

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